A meta é 100% da meta! O que a neuroplasticidade tem a dizer?

A meta é 100% da meta! O que a neuroplasticidade tem a dizer?

Ouvimos muito falar em METAS. Meta pra cá, meta pra lá… Mas, afinal, o que é uma meta? Meta e objetivo são a mesma coisa?  A resposta é Não.

Objetivo é qualquer coisa que se quer alcançar no futuro e meta é quando colocamos um prazo para esse objetivo acontecer.

Para você ter uma meta de qualidade, é preciso que ela tenha algumas características: deve ser específica (S), mensurável (M), alcançável (A), relevante (R) e temporal (T), ou também conhecida como SMART. Sem uma data, é bem capaz de você “empurrar com a barriga” e sua ideia nunca sair do papel. Definir uma data com dia, mês e ano é condição fundamental para transformar sonhos em realidade.

Das 5 características de uma boa meta SMART, a mais importante na minha opinião é saber se é relevante (R), se faz sentido para você. Se você não identificar naquela meta algo que faça sentido, você não vai dar tudo de si; e se começar um plano sem o compromisso de transformar 100% em realidade, aquela meta já começa “podre”, com grande chance de fracasso.

Eu explico: Trabalho há 22 anos com pessoas – tanto na medicina quanto no coaching. Vamos supor que alguém me ofereça uma oportunidade de comprar uma lavanderia; o negócio é  interessante e altamente rentável. Agora me responda sinceramente: você acha que eu vou me dedicar 100% a esse negócio? Dirigir uma lavanderia não tem nada a ver comigo! O que faz sentido para mim é despertar o brilho nos olhos das pessoas, e ajudar a florescer todo o seu potencial!  Isso sim faz eu acordar cedo e me doar 200% no trabalho!

Dia desses fiquei observando meu filho no jantar. Preparei o prato caprichado e o deixei comendo sozinho . Voltei algum tempinho depois e encontrei o prato ainda com um pouco da comida no canto. Ele me disse que não queria mais pois estava com a barriga cheia. Como sobrou pouco, aliviei a barra e o liberei da mesa, aceitando o prato ainda com parte do jantar. Meu marido olhando a cena, vem então com o sábio comentário: “Porque você não coloca um pouco menos de comida da próxima vez? Assim ele se acostuma a comer tudo e a fazer as coisas até o final.”

crianca comendo

Bingo! É claro!!! Como não pensei nisso antes? Rapidamente comecei a fazer conexões com situações do dia-a-dia. Me lembrei de várias ocasiões em que me comprometi em fazer algo, mas em algum momento, sabendo que não iria conseguir, me conformei em ter ido tão longe, mesmo que a meta não tenha sido atingida – “quase” consegui chegar, “quase” atingi a meta, mas bom. Fiquei feliz com 99% como se fosse 100%.

Acontece que 99% não é 100%. Esse 1% faz toda diferença! A verdade é que não estamos acostumamos a ir até o final e nos satisfazemos com o “quase”. Como se esse 1% fosse tão pouco que não valeria a pena lutar para conseguir, pois afinal já fizemos 99%…

Muito pelo contrário: A diferença entre vencedores e perdedores está exatamente nesse 1%! E é preciso desenvolver habilidades como por exemplo persistência, resiliência e esperança para se chegar lá. O engraçado é que são nos pequenos gestos e nas situações simples do dia-a-dia que treinamos esse modelo mental de sucesso, de nos acostumar a ir fundo em tudo que nos propomos fazer. Por isso o exemplo do jantar do meu filho foi perfeito!

Quando falo para você na importância de atingir 100% das metas, não é somente por ter seu sonho realizado. Há algo mágico que acontece em nossa mente quando você “toca” na sua meta: nos tornamos conscientes de nosso potencial de conquista e percebemos que podemos ir mais além. Essa maravilhosa capacidade cerebral de mudar, adaptar e moldar sua estrutura física e funcional quando é exposto a novas experiências, chamamos de neuroplasticidade. Ou seja, cada vez que você se expõe a novas situações e atinge 100% das suas metas, seu cérebro se transforma e cria novas conexões, gerando um ciclo virtuoso. 

E agora que você foi exposto a todo esse conhecimento, como vai lidar com suas metas daqui para frente? Que limites decide estabelecer para você no futuro? Vale a pena lutar por 1%?

Boralá refletir!

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Margareth de Sá

Master Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching.

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