A crítica destrutiva e a “bomba de nêutrons”

A crítica destrutiva e a “bomba de nêutrons”

Segundo a Wikipédia: O termo “crítica” deriva do grego e significa “a arte de discernir”, ou seja, o fato de discernir o valor das pessoas ou das coisas, representando assim um julgamento de valor. A crítica pode ser entendida como uma observação específica de um determinado comportamento e que pode encorajar uma pessoa a melhorá-lo, reforçá-lo ou desenvolvê-lo .

Há pessoas que dividem as críticas em construtivas e destrutivas. Dizem que a crítica construtiva é aquela que a pessoa faz interessada em ajudar, para chamar a atenção de algo que poderia ser melhor, para encorajar a pessoa a melhorar, reforçar e desenvolver aptidões.  Já a crítica destrutiva, essa sim, corrompe e destrói a autoestima das pessoas por seu teor negativo, pouco contribuindo com o autodesenvolvimento.

Na minha opinião, falar em crítica construtiva é como falar em “meio grávida” ou “meio ladrão” – ou seja, não existe! Há uma contradição nessa combinação de palavras, pois ao mesmo tempo que construtiva represente algo positivo e que impulsiona para melhora, a palavra crítica tem um forte sentido negativo e estimula a auto defesa, mas isso é uma discussão que irei abordar em um próximo post. Para mim, críticas são sempre destrutivas, pois ela tem a finalidade de expor o erro de alguém.

critica

A palavra crítica construtiva remete à correção de algo que fizemos de “errado”. Ao entrar em contato com a crítica, passamos a ativar nossas defesas internas (sabotadores) e nos “armamos” com desculpas e justificativas que prejudicam o aprendizado. Todos nós cometemos erros diariamente. A questão é como você responde a eles. Tirar lições das situações que não aconteceram conforme o planejado contribui para o reforço da autoestima e gera base de conhecimento rico para que tenhamos sucesso numa próxima vez. Ao invés de focar no problema, melhor seria focar na solução, buscando formas criativas de superar os obstáculos e atingir metas.

A palavra é o veículo que usamos para transmitir o conceito de crítica e, antes de prosseguir no pensamento, quero deixar 2 conceitos interessantes sobre isso:

  1. a palavra tem vida – ela pode construir ou destruir alguém de acordo com o que dizemos e da forma como dizemos;
  2. a palavra é como uma flecha – uma vez disparada, não volta mais!

Esses dias li um artigo muito interessante, que comparava o poder destrutivo da palavra com a bomba de nêutrons. Segundo a Wikipédia,A bomba de nêutrons é uma variante da bomba atômica (…) e tem ação destrutiva apenas sobre organismos vivos, mantendo, por exemplo, a estrutura de uma cidade intacta.” Ou seja, ela destrói pessoas, animais e vegetais mas mantém as construções inteiras.

Ao fazer uma relação entre a crítica destrutiva e a bomba de nêutrons, me refiro ao poder destruidor da palavra com teor negativo, que pode “matar a alma”, o EU, a parte “viva” das pessoas. A crítica destrutiva compromete a autoestima (consciência e sentimento de uma pessoa sobre si mesma), a autoimagem (descrição que a pessoa faz de si mesma) e a autoeficácia (crença que a pessoa tem de ser capaz de realizar uma tarefa específica). O que sobra no final são “carcaças”, zumbis, corpos sem motivação e energia para agir e transformar e, por isso, a palavra deve ser usada com sabedoria.

Quando nossas crenças positivas são afetadas, passamos a acreditar que não somos bons o suficiente e logo afloram sentimentos de rejeição e de medo do fracasso, deixando a pessoa na defensiva. A crítica negativa leva ao surgimento de emoções negativas, fazendo com que a pessoa se sinta negativa, inferiorizada, ressentida e incapaz. Impossível ser feliz assim.

Então, como agir? Ao invés de críticas, busque o aprendizado em cada situação e cresça com a experiência. Construa. Fale positivamente com sua equipe e com as pessoas com quem trabalha, elogie os pontos fortes (todo mundo faz alguma coisa de bom). Dessa forma, estará criando um ambiente de trabalho produtivo, positivo e feliz, que estimule o engajamento dos colaboradores para dar “o melhor de si” e assim contribuir com os resultados da empresa.

E você, como tem usado o poder das palavras no seu trabalho? Construindo pontes ou “destruindo almas” como uma bomba de nêutrons?

Boralá refletir?

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Margareth de Sá

Master Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching.

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